J.M. (‘Bob’) ten Cate é Professor de Odontologia Experimental Preventiva no Centro Acadêmico de Odontologia de Amsterdã (Academic Center for Dentistry Amsterdam - ACTA).
Comanda um grupo de pesquisa multidisciplinar e multinacional, com foco no tecido dental rígido e em problemas de origem bacteriana (biofilme) ligados às cáries dentárias.



Publicou 200 artigos acadêmicos e ofereceu numerosas contribuições para livros. Já foi decano e diretor de pesquisa na ACTA e no Netherlands Institute for Dental Sciences, presidente da Organização Européia para Pesquisa de Cáries (European Organization for Caries Research - ORCA) e Editor- chefe do Caries Research.
Atualmente, ele é o presidente mundial da Associação Internacional para Pesquisa Dentária (International Association for Dental Research - IADR) e colabora com vários
Comitês Editoriais. Também atua como consultor para empresas fabricantes de produtos para tratamento bucal. Por suas pesquisas, foi premiado com o ORCA-Rolex Prize em 1986, com o prêmio Yngve Ericsson Prize for Prevention em 2000 e com o IADR Distinguished Scientist Award em Pesquisa sobre Cáries (2003). Em 2007, foi indicado como
Professor da Academia Real de Artes e Ciências da Holanda (Royal Netherlands Academy of Arts and Sciences).

Abaixo, leia a entrevista exclusiva com Bob ten Cate:

Qual é o papel e a importância da IADR na comunidade odontológica?
A IADR é a principal organização mundial para pesquisadores que trabalham nas especialidades odontológica e orocraniofacial. Trabalha para reunir pesquisadores em vários encontros regionais e globais, tanto para a discussão de suas conquistas científicas como para reforçar suas iniciativas de defesa e promoção da pesquisa.

Como a IADR está estruturada?
A IADR está organizada em 6 regiões, com muitas divisões e seções em nível nacional.

Como você avalia os rumos atuais da pesquisa odontológica? Quais são seus principais caminhos e progressos?
Em cada um dos tópicos de interesse há progressos significativos. Na cariologia, os progressos concentram-se em tratamentos menos invasivos, que têm implicações não só para os novos materiais de restauração como também para os produtos de tratamento bucal. Há muitos progressos na engenharia de tecidos e estudos de células-tronco, que terão grande impacto nas possibilidades futuras de tratamento.

Como é avaliada a Federação Latino Americana (Latin America Federation) e a SBPqO, em comparação com outras divisões e representações mundiais da IADR?
A América Latina está se desenvolvendo fortemente no campo da produção de pesquisa odontológica e tem se destacado entre os grupos com publicações de alta qualidade, internacionalmente.

Em seu ponto de vista, como os pesquisadores brasileiros estão posicionados?
O que eu já disse sobre América Latina aplica-se diretamente à pesquisa no Brasil.

Quais são as principais ações para o futuro da IADR?
A IADR está fortalecendo o foco regional de sua organização com um número crescente de reuniões federativas ao redor do mundo. Um exemplo disto é o encontro global IADR, planejado no Rio para 2012.

Como você avalia a participação da Indústria quanto ao auxílio para jovens pesquisadores desenvolverem pesquisas com abrangência mundial?
Colaborações e parcerias entre universidade e indústria são cruciais para a pesquisa e disseminação das descobertas para o público em geral (nossos pacientes) e para o desenvolvimento de novos produtos baseados em princípios fundamentais.




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