A escolha da profissão é sempre muito difícil e não foi diferente para o Dr. Fernando Garcia Pedrosa, 49 anos. Além da influência natural de seu pai, que foi médico ortopedista, Pedrosa tinha uma grande admiração pela figura do dentista e pelo seu trabalho manual refinado. Por conta dos seus gostos e afinidades, não poderia ser diferente: tornou-se dentista. Cursou a Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais, formando-se em 1981, e fez sua especialização em Prótese sobre Implantes pela Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, Estados Unidos.

Apesar da sua paixão pelo atendimento clínico, atualmente sua rotina é dedicada a questões administrativas, como a diretoria executiva de sua empresa, a Rede Dental, operadora de planos odontológicos no mercado de saúde suplementar, e a presidência regional do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo - Sinog. O convite para presidir a regional, em Minas Gerais, veio em 2005, através do Dr. Carlos Roberto Squillaci, presidente nacional do Sinog. Assim que assumiu, ficou com a responsabilidade de desenvolver um trabalho de apresentação da entidade às novas empresas do mercado de saúde suplementar e assim fortalecer sua atuação no Estado. Além de atuar em defesa dos interesses das empresas de odontologia associadas, Dr. Fernando tem procurado representar a categoria nas negociações coletivas de trabalho. Trabalha junto às empresas contratantes, procurando criar uma consciência entre seus gestores sobre a relação custo-benefício dos planos e sobre a importância da odontologia no contexto da saúde geral do indivíduo. "Também temos atuado no sentido de estimular o desenvolvimento técnico-científico dos profissionais dando apoio à promoção de atividades neste sentido. Entendemos que a odontologia alcançará a importância que merece na sociedade através da valorização do trabalho do dentista", acredita Pedrosa.

Da época em que atendia pacientes, só boas recordações. Fernando garante que os melhores momentos que teve como dentista foi quando ainda trabalhava com prótese sobre implantes. "Me admirava o trabalho de recuperação de pacientes desdentados totais, os chamados "inválidos orais", e perceber a alegria deles ao dizer da segurança e do prazer em poder se alimentar com confiança", recorda. Perceber a felicidade de um paciente após um tratamento é tão gratificante para o doutor que, quando questionado sobre algum fato relevante de sua carreira profissional, a resposta foi um relato de um caso tratado por ele. "O superintendente de uma grande empresa de Minas Gerais me procurou certa vez para um atendimento complexo e difícil. O caso era de doença periodontal avançada e uso de prótese removível. Após um longo tratamento acabamos amigos e ele me convidou para jantar em sua casa. Quando fui apresentado à sua esposa, ela, reservadamente, me confessou: "Doutor, o senhor salvou o meu casamento". O marido apresentava um problema sério de halitose e após o tratamento isso foi solucionado. Esse fato mostra a importância da saúde oral na vida das pessoas", conta.

Casado e pai de três filhas, duas do primeiro casamento e uma do segundo, Fernando Pedrosa diz que a família reclama um pouco da sua falta de tempo, mas ele garante que fica atento para não comprometer o tempo de estar com eles. "Considero que estes momentos são muito mais valiosos do que qualquer outra coisa na vida".

Quando não está com a família, o doutor dedica todos os momentos do seu dia à sua Rede Dental, pois acredita que o sucesso de uma empresa só vem depois de muito trabalho e dedicação. "A minha empresa é o meu hobby", diz o dono da companhia que vem crescendo num ritmo de 25% ao ano desde a sua criação em 1998.

Sobre a perspectiva para as empresas de odontologia hoje, o presidente da Sinog afirma que a odontologia passa por um processo muito forte e acelerado de socialização e, como toda crise, traz inúmeras oportunidades. Com a chegada de planos odontológicos ao mercado de saúde suplementar, a influência do conceito de saúde integral ganhou uma nova perspectiva. "Segundo dados apurados pelo Sinog, a cada quatro faltas de um empregado de uma empresa, uma é por problemas odontológicos. Diante desta realidade, o acesso à saúde bucal se tornou mais fácil e deixou de ser um luxo para o trabalhador brasileiro. Vale lembrar que o mercado odontológico movimenta hoje cerca de um bilhão de reais ao ano e ainda tem muito espaço para crescer, ao contrário dos planos médico-assistenciais, já que nem todos os 40 milhões de usuários do sistema de saúde suplementar são beneficiários dos planos de saúde bucal", relata Fernando.

Para ele, ser dentista é conseguir promover a transição para uma odontologia socializada através de planos odontológicos de qualidade.




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