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Profissionais devem estar atentos às recomendações de especialistas em Odontopediatria.
Flexibilidade é uma das maiores virtudes de um profissional da área de Odontologia.
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Em seu consultório, ele deve estar preparado para jogar em todas as posições, atendendo pacientes de todas as faixas etárias com os mais variados tipos de necessidades. Para isto, independentemente da especialidade, é necessário estar informado sobre diversas áreas, além de ser muito cuidadoso.
No trato com gestantes, a atenção precisa ser redobrada. De acordo com o presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontopediatria), dr. Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter, estudos realizados em 1998 apontaram uma possível relação entre problemas periodontais severos com o nascimento prematuro de bebês.
Assim, se você for procurado por uma paciente gestante e não for especializado no assunto, o mais recomendável é encaminhá-la a um colega desta área, segundo o dr. Walter. “A Odontopediatria é a especialidade clínica indicada para orientar as mães sobre a gestação e os cuidados futuros com os bebês.”
Em muitos casos, entretanto, o encaminhamento pode não ser viável. Apesar do crescimento desta especialidade, algumas regiões podem não contar com profissionais que se aprofundaram no assunto. Além disso, a própria paciente pode optar por ser atendida pelo seu dentista. Assim, é preciso adotar alguns procedimentos básicos aprendidos nos tempos da faculdade e aqui lembrados pelo dr. Walter:
1) Mantenha a saúde bucal da paciente com controle de higiene e dieta;
2) Se houver necessidade, aplique técnicas restauradoras minimamente invasivas;
3) Mantenha programas de uso de flúor tópico (de uso externo) e de controle de placas;
4) Não indique o uso de flúor sistêmico (ingestão da substância), conforme normas do CDC, o Centro de Controle das Doenças (Atlanta, Estados Unidos);
5) Não prescreva medicamentos com Tetraciclinas e os Teratogênicos;
6) Mantenha contato com o obstetra que atende a paciente.
Vale ressaltar a importância de esclarecer à paciente sobre a importância de um trabalho preventivo. Quanto mais for mantida a regularidade nas visitas ao dentista e na higiene, maiores serão as chances de que ela mantenha uma boa saúde bucal, bem distante daquela crença que diz que os dentes enfraquecem durante a gestação.
“Isto é um mito que está enraizado na cultura popular brasileira e que está ligado ao descuido com a saúde bucal, com a higiene adequada e com o controle alimentar”, explica dr. Walter.
Para auxiliar no esclarecimento de dúvidas de profissionais de Odontologia quanto aos cuidados com pacientes gestantes, a ABO está elaborando um guia que fornecerá regras básicas de atendimento educativo e de orientação à gestante. A publicação, diz dr. Walter, contará com a colaboração dos maiores especialistas no assunto do Brasil. Mais informações em http://www.abodontopediatria.org.br
Alguns CROs (Conselhos Regionais de Odontologia) também podem colaborar na orientação de profissionais interessados no assunto. O CRO do Paraná, por exemplo, desenvolveu em parceria com a ABO e com a Sociedade Paranaense de Pediatria, um guia de orientação para médicos e dentistas sobre o tema.
Em São Paulo, o conselho local elaborou, junto à Associação Brasileira de Fissuras Palatinas, panfletos destinados aos profissionais de saúde e à população em geral. De acordo com a dra. Maria Lucia Zarvos Varellis, conselheira do Crosp e autora do livro “O Paciente com Necessidades Especiais na Odontologia: Manual Prático” (editora Santos), os informes esclarecem a necessidade de se adotar algumas medidas junto às pacientes gestantes na prevenção de deformidades congênitas.
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