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Fazer uma odontologia de qualidade vai muito além de uma clínica bem equipada, profissionais capacitados e materiais caros. Desde o momento em que o paciente entra na recepção do consultório, tudo começa a ser avaliado: a recepcionista, a sala de espera, e a tão comentada pontualidade do profissional da saúde.
Para o paciente não há nada mais desagradável que marcar um horário para o tratamento e ter que esperar
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mais de 20 minutos até ser atendido. Por isso, é importante ter uma agenda bem elaborada, saber calcular o tempo de cada tratamento e lidar com “encaixes” da melhor maneira possível para que não prejudique o andamento do seu consultório.
Em tratamento há duas semanas, a publicitária Patrícia Barbosa considera uma falta de respeito e organização quando sua dentista a deixa aguardando por muito tempo na sala de espera. Ela diz que mesmo com hora marcada, o atendimento acontece por ordem de chegada, situação que acaba afetando o compromisso do profissional para com o paciente. Patrícia costuma esperar meia hora para ser chamada pela dentista e acha absurdo aguardar, já que também tem compromissos a cumprir. Apesar de ficar irritada com a “canseira”, a publicitária confessa que não mudaria de dentista apenas pela falta de pontualidade da profissional.
Segundo o diretor clínico da Odontoclinic, Rodolfo Martines dos Santos, a agenda deve ser montada sob a perspectiva do cliente, de uma forma que ele se sinta bem atendido. “O que mede o sucesso de um consultório é o cliente, se o dentista entender isso, ele determina o sucesso do seu agendamento”.
Na hora de calcular o tempo de cada consulta é importante pensar na equipe que a clínica possui, na experiência do dentista e no tipo de procedimento. Tratamentos demorados ou pacientes idosos que requerem mais atenção pedem uma hora na agenda. Atendimentos simples podem ser feitos em meia hora, por exemplo. O doutor Rodolfo tem duas dicas que podem servir para orientar os dentistas que estão começando na carreira: não marque cirurgias para sexta-feira, pois se o paciente tiver alguma complicação, fica difícil atendê-lo já que a maioria dos profissionais não trabalha durante os finais de semana; e se o dentista atender sozinho, não agendar dois procedimentos grandes em seguida, pois estes cansam o profissional.
Em muitos consultórios, o dentista deixa a agenda sob a total responsabilidade da secretária. Se ela não tiver muita experiência, pode complicar a rotina do profissional. O responsável pela clínica deve orientar a assistente, e verificar a agenda todos os dias para planejar o expediente.
Muitas vezes o atraso na consulta foge do controle do cirurgião-dentista, quando é o próprio paciente que perde o horário e atrasa os que serão atendidos em seguida. “15 minutos é o tempo limite de tolerância, mas como todo o ser humano chega com uma história triste pra contar, sempre atendemos”, comenta o diretor clínico. Ele diz que quando isso acontece, o compromisso de atendê-lo foi deixado pra trás e, se tiver paciência, terá que aguardar.
Agenda lotada nem sempre significa mais dinheiro para o consultório. Quando o dentista faz um trabalho corrido, a probabilidade de erros e queixas do paciente são maiores. Se o paciente tiver que voltar para que o trabalho seja refeito, haverá mais desperdício de tempo e material. Portanto, a pontualidade no atendimento deve ser entendida como um efeito positivo de marketing para o profissional e sua clínica.
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