Oferecer revistas de qualidade para o paciente que aguarda a consulta numa sala de espera é muito mais importante do que se pode imaginar. Nos consultórios, a leitura, além de entreter e informar, ajuda a equilibrar a provável ansiedade que antecede o tratamento. Por isso, o cuidado com o tipo de publicação que estará disponível para o paciente é necessário, sim. Você já parou para avaliar se as revistas da sua sala de espera são adequadas para o ambiente e se agradam tanto homens como mulheres e crianças?

O cirugião-dentista Plínio Marcos Modaffore, 34 anos, tem consultório há 13 anos e diz se preocupar com o que oferece para seus pacientes lerem. Ele faz questão de ir à banca pessoalmente, toda primeira semana do mês, para escolher as revistas que vão ocupar sua sala de espera. Na ante-sala do dr. Plínio encontram-se publicações informativas semanais e outras sobre cultura, saúde e cotidiano. Porém, lembre-se que se sua especialidade é a odontologia infantil, gibis e livros infantis devem estar à disposição da criançada.

O estado de conservação e a validade das revistas merecem atenção redobrada. "Deixar revistas muito velhas na sala de espera é um grande defeito de alguns profissionais de saúde. Quando são muito amassadas denotam falta de preocupação com os pacientes. As revistas, quando não abordam temas factuais, devem ficar em leitura por no máximo dois meses", esclarece Plínio.

Cada vez mais exigentes, os pacientes estão atentos a toda a estrutura do consultório. A atriz Deca Pinto, 26 anos, por exemplo, é uma pessoa ligada nos detalhes, e considera que quanto mais velhas as revistas de uma sala de espera, mais o ambiente lhe parece decadente, sem dinheiro e sem estrutura. "Acho que todos os detalhes, incluindo aí as revistas, são importantes numa área onde a clientela é formada basicamente por indicação", comenta. Enquanto espera o atendimento do dentista, Deca gosta de ler revistas de cultura geral e publicações semanais como "Veja" e "IstoÉ".

Além de passatempo, as revistas da sala de espera funcionam como um alívio contra a tensão dos mais ansiosos. "Pra mim, que costumo ficar um pouco tensa, é um dos melhores calmantes, por que me distraio com as matérias e o tempo passa rapidinho", conta a redatora Tatiane Oliveira Ferreira, 27 anos. Ela diz que toda vez que vai ao seu dentista, tem sempre uma revista atual da MTV, a sua preferida. "Se leio uma coisa que me empolga, quando sento na cadeira do dentista, nem percebo que o tratamento está acontecendo". Tatiane lembra de quando leu uma matéria dizendo que uma das suas bandas favoritas, o Pearl Jam, viria ao Brasil. "Entrei na sala do doutor e estava tão animada que nem senti a tensão que costumo ter".

Muitas vezes os pacientes se interessam tanto por uma matéria que pedem a revista emprestada ou até mesmo querem arrancar as páginas. Caso isso aconteça, o Dr. Plínio dá a dica: para não correr o risco de ficar sem a revista ou desagradar o paciente, ofereça uma fotocópia das páginas.




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